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30/07/2018
Werner Neugebauer e Sergio Jimenez vencem a abertura da Porsche Império GT3 Cup Endurance Series

William Freire e Chico Horta levantam a taça na classe 3.8, com Alan Hellmeister e Luca Seripieri conquistando a 4.0 Sport

Com mais de 8 mil torcedores nas arquibancadas, paddock agitadíssimo e o grid com a lotação máxima de 30 carros, a Porsche Império GT3 Cup Endurance Series teve sua jornada de abertura em grande estilo com os 300 km de Interlagos.

No fim do dia quem sorriu foi a dupla do carro #8, Sergio Jimenez e Werner Neugebauer. Eles cruzaram a linha de chegada com menos de um segundo de desvantagem para o carro #7 dos poles Miguel Paludo e Beto Gresse -que foram punidos com 20s em seu tempo de prova e terminaram oficialmente em terceiro lugar, atrás também da dupla Ricardo Baptista e Lucas di Grassi.

Na classe 4.0 Sport a vitória foi de Alan Hellmeister e Luca Seripieri, os atuais campeões de endurance na classe Challenge.

William Freire e Chico Horta receberam a bandeirada em primeiro lugar na classe 3.8, e a vitória na classe 3.8 Sport ficou com Alan Turres e Gil Farah.

A prova teve ritmo de corrida de sprint, com pegas intensos em todos os pelotões. E os carros de corrida mais produzidos no planeta corresponderam com louvor: nenhum dos 30 veículos sofreu panes mecânicas durante a corrida.

A próxima jornada da temporada 2018 será de Sprint, no Velo Città em 20 de setembro. O campeonato de Endurance retorna em Goiânia, para nova prova de 300 km em 13 de outubro.

A corrida

A corrida começou com a maioria das parcerias optando por largar com seus pilotos regulares, exceção feita a Ricardo Zonta, Alan Hellmeister, Lucas Foresti e Nonô Figueiredo, os quatro profissionais que partiram para o primeiro stint.

Na largada, os pilotos das filas pares se deram melhor, com Werner Neugebauer assumindo a liderança, ultrapassando o pole position Miguel Paludo em segundo. Logo na segunda volta, Alan Hellmeister teve contato com Ricardo Zonta, que rodou na Curva do Sol e perdeu posições. No giro seguinte, Lucas Foresti quase saiu da pista e precisou ir aos boxes após toque com Nonô Figueiredo, enquanto Ricardo Baptista e JP Mauro disputavam a quarta posição.

Paludo e Hellmeister se livraram de Neugebauer e passaram a disputar a liderança. Depois de pressionar muito, a liderança passou para o carro #31 na abertura da volta 18 com uma ultrapassagem de Alan sobre Miguel na freada do "S" do Senna.

Enquanto isso, na categoria 3.8, Diego Nunes liderava seguido por Maurizio Billi, Chico Horta, Paulo Totaro e Kreis Jr. ocupavam as primeiras posições na primeira meia hora de corrida.

Naquele momento já havia variáveis estratégicas. Daniel Schneider, por exemplo entrou nos boxes com dez voltas para dar lugar a Nelsinho Piquet, com o objetivo de permitir ao parceiro pegar pista mais limpa quando os demais competidores entrassem nos boxes para o primeiro revezamento. Já Nonô Figueiredo optou por estender sua janela antes do reabastecimento.

Depois de 20 voltas, a classificação da 4.0 apontava Hellmeister, Paludo, Queirolo, Nonô e Sylvio de Barros como os cinco primeiros, enquanto na 3.8 o top 5 era formado por Diego Nunes, Maurizio Billi, Kreis Jr., Pedro Costa e Matheus Coletta.

Depois das trocas de pilotos, a classificação da 4.0 se estabilizou com Betinho Gresse na ponta com o carro #7, à frente de Lucas Seripieri, Bruno Baptista, Vitor Baptista, Ricardo Zonta e Cacá Bueno. No entanto, o carro #31 acabou punido com um drive through por causa do contato entre Hellmeister e Zonta ainda no começo da prova.

Pouco depois da metade da corrida, Marcelo Brisac, que chegou a liderar a classe 3.8, ficou lento na pista depois do Laranjinha e teve um incêndio nos freios. Quem também teve problemas foi Paulo Totaro, que ficou parado no Bico de Pato. Faltando 30 voltas, a 3.8 tinha a liderança de Pedro Aguiar, seguido por Gil Farah, Marco Billi e William Freire.

Quando faltavam 20 voltas para o encerramento, a maioria dos líderes tinha apenas um pit stop a cumprir, mas as parcerias Rodrigo e Adalberto Baptista, Marcel Visconde/Fernando Fortes e Rodrigo Mello/Tom Filho assumiram momentaneamente as primeiras posições porque ainda tinham duas paradas a fazer.

Ou seja, na prática, Paludo era o líder porque tinha apenas um pit stop restante.

Já Rodrigo e Adalberto Baptista tiveram a estratégia comprometida porque numa das paradas ficaram um minuto a menos nos boxes do que os seis exigidos pelo regulamento. Com isso, eles tiveram de fazer uma parada a mais.

A dez voltas do fim, William Freire era o líder da 3.8, à frente de Marcelo Brisac, com Dennis Dirani em terceiro, e Gil Farah liderava na 3.8 Sport.

Depois que todas as parcerias igualaram o número de paradas, Gresse assumiu o carro #7 e voltou à liderança da 4.0, mas, com pneus desgastados, passou a receber o ataque de Sérgio Jimenez, que tinha pneus novos no carro #8.

Faltando cinco voltas para o fim, Jimenez tentou a ultrapassagem na Descida do Lago mas os dois carros se tocaram. Gresse seguiu na pista enquanto Sérgio rodou e perdeu tempo, mas manteve o segundo lugar na pista e voltou em alta velocidade para buscar a liderança.

Na última volta, Gresse recebeu a notícia de uma punição de 20 segundos, o que deu a vitória a Sérgio Jimenez e Werner Neugebeuer e o segundo lugar a Lucas di Grassi e Ricardo Baptista - Betinho e Miguel Paludo ficaram em terceiro.

Alan Hellmeister e Lucas Seripieri ficaram com a vitória na 4.0 Sport e o oitavo lugar no geral, enquanto William Freire e Gil Farah mantiveram o primeiro lugar na 3.8 (17º lugar no geral), assim como Gil Farah e Alan Turres na 3.8 Sport.

Foto: Luca Bassani
Fonte: Assessoria de imprensa